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A dependência química abrange todos os fenômenos que ocorrem com o organismo de uma pessoa decorrentes do uso repetido de uma substância química, sejam eles fisiológicos, cognitivos ou comportamentais. Essa definição é da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além de ser crônica, essa é considerada uma doença multifatorial, ou seja, provocada por uma série de elementos, como genéticos, ambientais, psicossociais, a condição de saúde de cada indivíduo, a frequência com a qual ele usa determinadas substâncias e diversos outros. Existem estudos que ainda estão tentando avaliar quais as causas que levam uma determinada pessoa a ter uma vulnerabilidade maior para se tornar dependente química ou não.

Assim como existem fatores de risco, existem fatores de proteção que ajudam a evitar que alguém se torne um dependente químico, como a espiritualidade, supervisão e apoio dos pais (especialmente na adolescência e juventude), políticas públicas relacionadas ao assunto e até uma vida acadêmica promissora.

O número de dependentes químicos no Brasil é alarmante: em 2013, a estimativa já era de que mais de 8 milhões das pessoas sofressem com a dependência de drogas, segundo o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos.

O tratamento para dependentes químicos deve ser feito por uma clínica com profissionais especializados, até porque, ele varia de acordo com cada caso. O paciente precisa ser submetido a um diagnóstico preciso antes de qualquer outra coisa. Essa avaliação envolve médicos clínicas, psicólogos, assistentes sociais e até educadores físicos, para que tenha um resultado mais preciso a respeito da situação daquela pessoa em relação à sua dependência.

Depois do diagnóstico, o paciente deve ser submetido ao acompanhamento médico constante já que o tratamento traz resultados a médio e longo prazo. Ele jamais deve ser interrompido sem que isso seja uma recomendação médica. As famílias, por exemplo, não devem achar que a pessoa está curada quando apresentar sinais de melhora e abandonar o acompanhamento, porque isso pode colocar a perder todo o trabalho já realizado.

E por falar em família, vale lembrar que ela é fundamental no processo de tratamento contra a dependência química, devendo apoiar o indivíduo e ajudá-lo a dar a volta por cima.